12/1/2020

Várias maneiras de contar uma história

Cristina Tavares Correia

Na Internet, nos jornais e revistas, na televisão, na rádio, vais encontrar as novidades do mundo, as histórias importantes, as descobertas, o relato em direto (naquele momento e local) do que acabou de acontecer, os segredos revelados e as opiniões de quem interessa. O jornalismo é tudo isto: dar informação a todos, de uma maneira clara, para trazer o mundo até nós e dar-nos conhecimento, para o enfrentarmos mais preparados. Por isso se costuma dizer que “conhecimento é poder”

Várias maneiras de contar uma história.

O jornalista é o profissional que está encarregue de o fazer. Mas tem ferramentas diferentes para o fazer e por isso há muitas formas de contar uma história: a isto chamamos géneros ou textos jornalísticos. Explicamos-te aqui resumidamente alguns dos mais importantes, de que até podes já ter ouvido falar na escola.

Notícia

Falamos-te aqui dela mais ao pormenor porque é o género jornalístico que vais encontrar mais. Normalmente, costuma estar escrita de forma concisa (ou seja, sem grandes conversas, mais curta) e com frases curtas e claras, para ser lida facilmente. Vai sempre descrever-te o que aconteceu sem grandes opiniões de quem a escreve – ou seja, vai ser objetiva. Também costuma ser sobre alguma coisa que acabou de acontecer ou de ser descoberta, ou seja, tem atualidade. Vais encontrar por lá muitos verbos e substantivos e menos adjetivos – podes sempre experimentar e tentar contar quantos vês.

Para além do título que vem logo, que está no início e que deve estar relacionado com o vais ler a seguir, no primeiro parágrafo da notícia encontras a informação mais importante de forma resumida, na introdução ou lead (guia) da notícia. A seguir, vem o corpo de texto, onde se explica melhor o que aconteceu, com mais pormenores. Uma notícia bem escrita deve responder a algumas perguntas logo no início:

  • Alguém que fez algo (QUEM?)
  • O lugar ou espaço onde isso aconteceu (ONDE?)
  • QUANDO aconteceu, que dia, a que horas, em que ano.
  • O que aconteceu de concreto, quais as ações feitas pelos protagonistas  (O QUÊ?)
  • e PORQUÊ (COMO?) aconteceram, porque foram feitas, com que objetivo.

Entrevista

É uma conversa entre uma ou mais pessoas, com um entrevistador (podem ser mais, mas não é muito comum), que faz as perguntas, e um entrevistado, a pessoa que responde a elas, e que fala sempre na primeira pessoa – aqui tens o um exemplo do que é o discurso direto. O entrevistador não deve dar a sua opinião sobre o que lhe estão a responder, só está ali para ter respostas. 

Para isso, tem que se preparar muito bem: seleciona o entrevistado, que deve ser uma pessoa interessante e com experiências para contar, e pesquisa sobre ele para preparar o guião da entrevista, ou seja, as perguntas certas para lhe fazer. Para além do título, as entrevistas costumam ter uma introdução onde se apresenta a pessoa que vai responder a seguir: diz-se quem é, qual a sua profissão ou o que faz na vida, por exemplo, e muitas vezes também se explica a razão para qual a razão para se ter escolhido aquele entrevistado. Depois, no corpo da entrevista, vai estar esse questionário e as respostas.

Pode ter uma ou várias fotografias a acompanhá-lo e se estiveres a ler a entrevista na Internet, até pode ter audios ou vídeos acompanhar. 

Reportagem

Esta é uma forma mais completa de os jornalistas contarem as suas histórias – e vamos contar-te um segredo: é uma daquelas que eles gostam mais de fazer. Nela, o jornalista, ou repórter, vai ao local onde a notícia acontece, fala com as pessoas que testemunharam ou foram protagonistas da história, descreve o ambiente, muitas vezes até os sentimentos das pessoas ou até os seus. Como se fosse um escritor que escreve aquilo que viu, ouviu e sentiu.

Como na notícia, as reportagens têm uma introdução, onde se apresenta o tema da reportagem. No corpo da reportagem, que é a maior parte do texto, está a narração dos factos feita de forma mais pormenorizada e desenvolvida. Normalmente, há também uma conclusão, que resume os factos. A meio do texto podes ter também uma caixa, onde encontras os dados, factos e números mais importantes para perceberes melhor o tema geral que ali é tratado.

Podes ver reportagens na televisão, ouvi-las em áudio, na rádio, ou lê-las nos jornais, revistas e Internet, onde muitas vezes cabem não só o texto e fotografias, mas também videos e áudio.

Comentário ou artigo de opinião

Este é um género um pouco diferente, porque aqui o autor do texto ou o comentador de um programa de televisão não te apresentam só os factos, como também a sua opinião sobre eles. Dizem-te o que pensam do desenrolar dos acontecimentos ou falam das consequências que pensam que eles possam ter, analisam as coisas com base na sua opinião. É por isso que se diz que é um género subjetivo. Pode nem toda a gente concordar com eles, mas normalmente o comentador tem de lá estar porque é alguém que é especialista sobre esse tema: futebol, política ou cinema, por exemplo. 

É bom ouvirmos sempre opiniões diferentes para podermos decidir aquilo é melhor e termos a nossa própria opinião.

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